Frutos

Cabelos branquinhos,
A pele, cheia de histórias
Os olhos azuis reluzem,
brilham como nunca
E sua fala calma parece o céu

Lúcida, em seus noventa anos
A sabedoria num ser humano
Seu pequeno corpo não comporta
Seu coração magnânimo

Sua primeira festa de aniversário
Foi também a última
E ela era como uma criança
Despertando para a vida

Minha avó, minha querida
Um anjo que nos contemplou
 — e ainda contempla na eternidade
Com graça e amor
Sem medida.


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